A comunicação política brasileira

Atualizado: Mar 4

República Marketing Político

A eleição de 2018 foi um verdadeiro marco para a comunicação política. A enorme aderência dos parlamentares e candidatos às redes sociais fez com que o sistema de marketing político brasileiro se adaptasse aos novos mecanismo de campanhas.


Embora não possamos focar a comunicação política apenas nos atos de campanhas de candidatos, neste primeiro momento iremos nos atentar ao que foi esse processo de ascensão.


A história de estratégia comunicacional e de marketing é antiga na política brasileira. Podemos recordar das peregrinações que os candidatos faziam para convencer o povo de que seriam a melhor opção, dos comícios realizados em pequenos vilarejos e das negociações de apoio com as bases eleitorais, por exemplo, militares, fazendeiros e grandes empresários. O boca a boca foi por muito tempo o único modelo de campanha que os então candidatos tinham a seu favor.


No geral, nós entendemos o conceito de comunicação política como uma estratégia de convencimento, que tem por objetivo simples levar o eleitor a votar em determinado candidato ou partido, utilizando-se técnicas de persuasão.


Mas o marketing político no Brasil sempre foi marcado de muita inovação, invenção e reinvenção de estratégias de marketing. Podemos lembrar que, em 15 de julho de 1965, foi instituído o Código Eleitoral Brasileiro, um verdadeiro marco para a comunicação política Brasileira, pois neste momento os concorrentes ao parlamento brasileiro obtiveram um novo mecanismo de divulgação de seus feitos e pretensões. Estamos falando do Horário Eleitoral.


Hoje, a comunicação e o marketing políticos exigem que os candidatos estejam atentos aos meios de comunicação de maior apelo junto ao povo, como a televisão, as redes sociais e a Internet, em especial os dois últimos.


Em entrevista ao Cidade Jornal Online, o cientista político Gustavo Tavares, da Metapolítica, afirma que a última eleição foi uma mudança de paradigma completo devido à enorme ascensão dos candidatos as mídias sociais: “boa parte dos políticos, sobretudo os mais jovens, vêm do YouTube, Facebook e Instagram”.


Mas afinal, a comunicação política só se resume em campanhas eleitorais? A resposta para esta pergunta é NÃO! As pessoas da vida política devem comunicar resultados e processos de gestão pública para a sociedade, de forma tanto a prestar contas de suas ações, quanto poder cultivar algum tipo de laço com a sociedade.


Em um próximo texto abordaremos o papel da consultoria na comunicação política através da mediação dos conflitos de interesses que cercam principalmente a realidade dos nossos clientes.

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Guilherme Barros

Integrante da Metapolítica, graduando em Gestão de Agronegócios pela Universidade de Brasília

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